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O meu Diário Anti Cancro

Este é o meu cancro. Não há cancros iguais. Aqui partilho alegrias, tristezas, conquistas e desafios.

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Jul19

Somos verdadeiramente livres?

Sónia

Após uma reflexão de alguns dias sobre esta questão, eis que cheguei à conclusão que ninguém é verdadeiramente livre.

 

Será que podemos dizer ou fazer tudo o queremos? Na realidade não. E não estou a falar de crimes puníveis por lei. Estou a falar do nosso quotidiano. 

 

Estamos todos, por um lado, sujeitos a regras e condutas impostas pela sociedade em que nos inserimos, por outro lado, somos fruto da educação e valores que nos transmitiram. Assim, somos fruto de todo um processo de socialização que nos vai transformando ao longo dos anos em pessoas com determinados valores que nos impedem de sermos verdadeira ou totalmente livres.

 

Temos de ter uma determinada conduta perante a sociedade, a família e com nós próprios.

 

Vamos a exemplos concretos. Tenho alguém na família que não suporto, venho para aqui escrever sobre isso? Não. 

 

Posso escrever tudo o que quero sem ser de forma anónima? Não. Imaginem começar aqui a escrever todas as minhas aventuras mais secretas. Até porque as mesmas poderiam incluir terceiros que também têm que ter uma postura perante a sociedade ou família.

 

Posso ser livre em certas situações, mas de forma anónima. E será que sou realmente livre? Ou estarei numa jaula com a chave na mão e nunca a abrir? 

 

Quantos de nós deixam de ser felizes por medo? Por acomodação? Pelas regras institucionalizadas quer no seio familiar, social ou profissional.

 

Quantos casamentos já acabaram há tanto tempo e não há separação, mas apenas acomodação. Há a questão por vezes dos filhos, há o estatuto ou visibilidade social, há a questão profissional, há a pressão familiar...tantas podem ser as razões.

 

Se pensarem nesta questão da liberdade, vão ver que existem muitas pessoas que embora dentro de uma jaula e com a chave para a abrirem, não fazem. Preferem ficar lá dentro com uma expressão impávida e serena, pois é essa a sua zona de conforto e tentam-se convencer que são felizes perante terceiros e a si próprios.

 

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Artista: Beth Conklin

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